N/M AMALIA

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N/M Amália - PPDY

Foto: Jose Carlos Rossini - Santos, SP

 

Classe: B444

 

D a t a s

Batimento de Quilha (Keel Laid): ?

Lançamento (Launch): ?

Incorporação (Delivered): maio de 1971 (may 1971)

C a r a c t e r í s t i c a s (Main Particulars)

Nome (Name): Amália

Nomes Anteriores (Former Names): -

Prefixo (Call Sign): PPDY

IMO nr: 7039646

Estaleiro construtor (Builder/ hull number): Stocznia Gdanska Im. Lenina, Gdansk, Polônia, casco nr. B444/03 (Stocznia Gdanska Im. Lenina, Gdansk, Poland, hull nr. B444/03)

Dimensões (Lenght o.a./b.p., breadth, depth): 161,02 mts de comprimento total (loa); 150,02 mts de comprimento entre perpendiculares (lbp); 22,99 mts de boca (breadth); 9,72 mts de calado (draft); 13,31 mts de pontal (depth).

Deslocamento (Displacement): aprox 16.000 tons (abt).

Porte Bruto (Dwt): 12.245 tons, 152 Teus, 1.677 m3 de carga frigorificada (1.677 cbm insulated space).

Toneladas Brutas/Liquidas (Grt/Nrt): 10.192 tons/5.790 tons

Equipamentos para manuseio de carga (Cargo Gear): Paus de carga - 1 x 60 tons; 1 x 30 tons; 16 x 5 tons (Derricks - 1 x 60 mt; 4 x 30 mt; 16 x 5 mt).

Porões de Carga(Cargo holds): 5

Motor Pricipal (Main Engine): 1 motor Sulzer de 6 cilindros tipo 6RND90 de 17.400 bhp de potência (1 engine Sulzer 6cy type 6RND90 - 17.400 bhp).

Motor Auxiliar (Auxiliary Engine): ?

Velocidade (Speed): 20,5 nós (Knots)

Raio de Ação (Endurance): ?

Outros navios da classe (class units): Amaralina, Daphne, Joana, Arpoador, Botafogo, Frotabeira, Itaberá, Itatinga (depois Almirante Gastão Motta - G 29), Maria da Penha (ex Frotatokyo, 1977)

H i s t ó r i c o (History)

- O navio cargueiro AMÁLIA foi a terceira unidade a ser construída dos dez cargueiros velozes da classe B444 encomendados ao estaleiro polonês Stocznia Gdanska Im. Lenina, em Gdansk, Polônia, em 1970 pela SUNAMAM e repassados para diversos armadores nacionais. Especificamente foi o primeiro das três unidades entregues ao armador Companhia de Navegação Marítima Netumar, Rio de Janeiro, RJ. O AMÁLIA foi o primeiro navio da companhia a ostentar este nome, teve como primeiro Comandante o CLC Carlos Eugênio Dufriche, sendo registrado no porto do Rio de Janeiro.

N/M AMÁLIA - Oficialidade de Recebimento (Comissioning Officers) * 

- CLC Carlos Eugênio Dufriche - Comandante (Captain)

- CCB Adriano Martins Coppieters - Imediato (Chief Officer)

- 1ON Wilson Fernandes - 1o Piloto (1st Officer)

*(Parcial/Partial)

Os cargueiros classe B444 foram projetados na Polônia. Eram navios muito mais modernos do que
os Liners brasileiros, seus equivalentes de construção nacional, mas que já nasceram meio ultrapassados.

Os B444 tinham sistema hidráulico para abrir as tampas de escotilha, o que facilitava enormemente o trabalho da tripulação, além de ser sistema muito mais rápido. Quando o tempo estava incerto e caiam pancadas de chuva, as escotilhas hidráulicas podiam ser fechadas, ou abertas, com muito mais rapidez. Nos Liners nacionais, as tampas, do tipo McGregor, requeriam o uso de guinchos, com cabos de arame, sistema trabalhoso e muito mais lento. Outra diferença notável: os brasileiros foram projetados para carregar apenas containers de 20 pés, ficando prontos quando os de 40 já estavam surgindo com força. Já os B444 podiam transportar, sobre as tampas de escotilha, dois de 20 ou um de 40. Assim, no liner nacional, ao se carregar um container de 40 ele ficava com uma extremidade apoiada, a outra tinha que ser nivelada com barrotes. Os nacionais previam containers com 8 pés de altura, quando ficaram prontos já os containers eram, em maior número de 8,5 pés e aí, no lower hold, perdia-se espaço. A aparelhagem de carga dos B444 era muito mais moderna e simples, com suas cábreas Stulcken e seus paus de carga que funcionavam como guindastes. Já a aparelhagem Thomson, dos nacionais, era um emaranhado de cabos, roldanas, catarinas.

O sistema de comando remoto do motor principal, do passadiço, era muito melhor e mais eficiente nos B444 comparativamente aos Liners.

Ou seja, houve uma evolução rápida, como continua havendo, e parece ter decorrido muito tempo entre o projeto e a entrega dos primeiros navios, fazendo com que os liners brasileiros já nascessem desatualizados.

Lindos, eficientes e confortáveis (o camarote do comandante ia de um bordo ao outro) os B444 começaram muito cedo a apresentar problemas, um deles o vazamento frequente das redes hidráulicas, danificando a carga nos porões, dado  na qualidade do material e equipamento utilizados, talves sendo esta explicação para uma carreira curta sob bandeira nacional.

(The general cargo AMALIA was the 3rd vessel class B444 build, of a serie of 10 vessels class B444 ordered in 1970 by SUNAMAM  and transfered to various brazilian shipowners to polish shipyard Stocznia Gdanska Im. Lenina, Gdansk. To be specific she was the first one of a total of three class vessels repassed to Companhia de Navegação Maritima Netumar, Rio de Janeiro, RJ. She was the first company ship to be christianed with her name. Her first Captain was the Captain CLC Carlos Eugênio Dufriche and she was registered at Rio de Janeiro.)

1973

- Por razões desconhecidas, foi subtamente vendido para o armador Oivind Lorentzen A/S Sobral, sendo renomeado NOPAL BRANCO, bandeira norueguesa, prefixo LAHW, porto de registro Oslo.

(- Due to unknow reasons was suddenly sold to Oivind Lorentzen A/S Sobral, renamed NOPAL BRANCO, norwegian flag, call sign LAHW home port Oslo.)

1975

- Jumborizado e convertido para o transporte de veiculos, passando a ficar com as seguintes dimenções: Comprimento total: 190,58 mts; Comprimento entre perpendiculares 179,58 mts, calado máximo de 9,91 mts.)

(- Jumboised and convertet to Vehicles Carrier. Her main dimensions after conversion as follows: Loa: 190,58 mts; Lbp: 179,58 mts; Maximum Draft: 9,91 mts 

 

 Seu destino final por falta de informações adicionais é desconhecido, presumidamente vendido para desmonte antes de 1987. 

(- Due lack of informations, no any further detail available, she was presumed scrapped prior 1987.)

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

Comandante

Período

CLC Carlos Eugênio Dufriche - Primeiro Comandante ??/05/71 à ??/??/??

I m a g e n s

Não disponível no momento

 

F o n t e s (Sources)

- Comandante CLC Carlos Dufriche - Arquivos pessoais - Rio de Janeiro, RJ

- Register of Ships - 1981/1982, 1987/1988 - Lloyds Register of Shipping, Londres, Inglaterra.

- Register of Ships - Supplement & New Entries 1982-1983 - Lloyds Register of Ships, Londres, Inglaterra

- Saint-Hubert, Christian  - Lloyd Brasileiro, San Jose, 1982

- Schemelzkopf, Reinhart - Chiristian Saint-Humbert's  Lloyd Brasileiro revised and upgraded - Cuxhaven, Alemanha 1984